Praia do Forte, localizada no munícipio de Mata de São João / BAHIA, há apenas 56km do aeroporto internacional de Salvador, tornou-se um dos principais destinos turísticos do país, com suas belezas naturais e alto padrão de serviços prestados que reúne resorts, luxuosas pousadas e restaurantes de diversas nacionalidades. Um dos pontos mais charmosos da vila dos pescadores é a Igreja de São Francisco que foi construída pelos nativos em 1900 e guarda obras do artista plástico Carlos Bastos que retratam um pouco da cultura baiana. A CENTROTOUR e BAHIA RECEPTIVO orgulham-se de sua localização e participam ativamente na entrega de excelência em serviços à todos que visitam a região.
A Floresta Atlântica ou Mata Atlântica desenvolveu-se sobre uma extensa cadeia de montanhas que acompanha quase que todo o Litoral Brasileiro. A evaporação da água do mar e os ventos que sopram em direção ao continente garantem a umidade necessária para uma formação de uma floresta tropical. Em 1500 na época do descobrimento do Brasil, a Mata Atlântica se estendia desde do Rio Grande do Norte até a Serra de Tapes no Rio Grande do sul ocupando uma área total de 1 milhão Km”.
Em 1503 iniciou-se um ciclo extrativista em nosso país, extinguindo uma espécie de árvore frondosa cuja a madeira era retirada uma tinta vermelha para tingir tecidos : o pau brasil (Caesalphinia echinata). E assim outras madeiras foram utilizadas para fabricação de navios, na construção de aldeias e cidades. Na época áurea de cana-de-açúcar e do gado, a floresta passou a ceder espaço à ocupação humana que devido a facilidade de transportes, concentrava-se na faixa litorânea. Hoje temos apenas 5% da área principal. Segundo os botânicos, a Mata Atlântica é a floresta que exibe a maior bio-diversidade do Planeta Terra, cerca de 25.000 espécies de plantas. Com uma área de 600 hectares, localizada a 80km de Salvador, a Reserva de Sapiranga representa um refúgio remanescente do ambiente primitivo da região.
A Reserva de Sapiranga é um remanescente de Floresta Atlântica Secundária. Em 1992, o Governo da Bahia decretou Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte ˆ Decreto Estadual no. 1046, onde a reserva de Sapiranga foi demarcada como Zona de Preservação Rigorosa. Dentro da Reserva existem casas de nativos que vivem e participam de projetos dentro da Reserva. São desenvolvidos projetos de educação ambiental (guias locais), eco turismo e valorização das culturas tradicionais.
Garcia D´Ávila chegou ao Brasil em 1549 na expedição de Tomé de Souza, nosso primeiro governador geral do Brasil colônia. Garcia D´Ávila era considerado almoxarife da Coroa Portuguesa na época de Dom João III. Cumprindo o programa de ação contido no regimento de 17 de dezembro de 1548, concedido pelo próprio Rei, construiu em 1551, na enseada de Tatuapara, cerca de 80km de Salvador, a Torre Singela de São Pedro de Rates, depois a casa com a atual capela. A construção do castelo foi concluída por Francisco Garcia D´Ávila em 1624. A antiga construção portuguesa está situada há 70m acima do nível do mar, distando 2,5km da praia e 3km da Vila de Pescadores de Praia do Forte. A capela e as salas contíguas apresentam as paredes de tijolos recobertas por cúpula e abóboda de aresta. O restante do edifício é construído em alvenaria de pedra, típica característica medieval. A construção se desenvolve simetricamente em torno de um pátio de honra. O corpo central da casa possui três pavimentos, enquanto as duas alas, com dois pavimentos, foram construídas sobre arcadas. No sub solo, sabe-se que existiam masmorras e que uma escadaria dupla, partindo do pátio conduzia ao primeiro andar Da casa da Torre emanaram, tropas de soldados para proteção da costa contra invasores, piratas, e também os bandeiras e primeiros mamelucos (miscigenados portugueses com indígenas) do Brasil. As terras na região do rio São Francisco foram descobertas por estes descendentes da Casa da Torre. A Casa da Torre foi a casa central de uma Sesmaria com uma área geográfica de 800.000km2, 1/10 de nosso país. As terras eram grandes pastagens de gado, originários da África e áreas agriculturáveis com a monocultura do Coco (Palmácea introduzida em 1553, originária da Índia, nome científico Cocos nucifera. Suas terras compreendiam áreas desde Salvador ate o atual estado do Maranhão, ou seja toda a região geopolítica do nordeste pertenceu a família D´Ávila. Da construção em 1551, 10 gerações da família ocuparam o castelo até 1835, quando já independente a pátria alguns descendentes retornaram a Europa e muitos permaneceram no Brasil. Atualmente é de propriedade da Fundação Garcia D´Ávila e se encontra protegido na Fazenda Praia do Forte, a mais antiga do Brasil.
Há 30 anos o Projeto Tamar vem protegendo 5 espécies de tartarugas que aparecem na costa brasileira para desova e alimentação. Criado por oceanógrafos com o apoio do Ibama, o projeto acompanha o ciclo de vida das tartarugas marinhas com o intuito de preservá-las mantendo o banco genético, biodiversidade e perfeito funcionamento da cadeia alimentar dos mares.
As tartarugas que aparecem em nossa costa e ilhas oceânicas são Caretta caretta (cabeçuda), Eretmochelys imbricata (de pente), Dermochelys coriacea (de couro), Lepidochelys olivacea e Chelonia mydas (verde ou comum).
A sede nacional do Projeto Tamar se encontra aqui na Praia do Forte, junto a vila dos pescadores, possui tanques com 4 espécies de tartarugas nos seus diferentes estágios de desenvolvimento, placas explicativas e junto ao projeto científico são desenvolvidos projetos de educação ambiental com a comunidade local para melhor esclarecimento deste animal tão vulnerável e treinamento de equipe de guias mirins.
A proibição da caça à baleia no Brasil teve início em 1987 após mais de uma década de campanha, quando as organizações em defesa das baleias se opuseram aos interesses de empresários e políticos ligados à indústria baleeira. O antigo conceito de que uma baleia só tinha valor quando abatida para consumo foi substituído pelo reconhecimento da importância ecológica e de seu valor como importante fonte de renda para a indústria do turismo. O Projeto Baleia Jubarte foi criado em 1988 com o objetivo de pesquisar e trabalhar em prol da conservação da espécie no Atlântico Sul.
Em 1996 foi criado o Instituto Baleia Jubarte, organização não-governamental sem fins lucrativos, com o objetivo de fornecer apoio administrativo e financeiro ao Projeto e de desenvolver atividades de Educação e Informação Ambiental com as comunidades costeiras do litoral baiano. O Projeto atua em parceria com o IBAMA. Atualmente o turismo de observação de baleias resulta na geração de benefícios econômicos para as comunidades locais nas regiões onde é realizado, valorizando a conservação das baleias como um recurso natural vivo. Se por um lado o turismo de observação pode ser uma eficiente ferramenta de conservação das baleias, agregando valor econômico à sua proteção e gerando educação ao público, por outro lado é preciso que a atividade seja mantida sob constante monitoramento, para que não ocorram perturbações aos animais, principalmente aos filhotes, pois a atividade é realizada em áreas de reprodução. Por sua filosofia de trabalho e consciência ecológica demonstrados desde sua criação, a Operadora Centrotour junto ao Projeto Baleia Jubarte (IBAMA) e o Instituto Baleia Jubarte (ONG) desenvolve o turismo de Observação de Baleias desde 2001.